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Supremo Tribunal Federal prorroga a reoneração da folha de pagamento por mais 60 dias, permitindo oportunidades para negociações.

Atendendo à solicitação do Senado e da Advocacia-Geral da União (AGU), o STF adia a reintegração da folha de pagamento por 60 dias, proporcionando um período para possíveis ajustes.
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Nesta sexta-feira (17), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender sua própria decisão que revogou a desoneração da folha de pagamento para vários setores econômicos. Essa suspensão terá validade por 60 dias e foi tomada em resposta a um pedido formal do Senado, representando a Advocacia-Geral da União (AGU), que buscava prolongar a desoneração até 2027.

Dessa forma, a desoneração da folha de pagamento volta a vigorar temporariamente com a suspensão em vigor. Essa medida é essencial para evitar que setores produtivos e municípios voltem a pagar 20% de impostos sobre a folha salarial, o que estava previsto para ocorrer na segunda-feira (20). Essa pausa dará ao Congresso tempo necessário para abordar a questão dos municípios no Projeto de Lei 1.847/2024, proposto pelo senador Efraim Filho (União-PB), que tem como objetivo consolidar o acordo sobre a desoneração das empresas.

Entendimento no Congresso

O projeto em discussão atualmente prevê um processo gradual de reoneração da folha de pagamento para empresas, iniciando em 2025. O pedido de urgência para votar o projeto foi feito e espera-se que seja votado na semana seguinte. O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e relator do projeto, está empenhado em incorporar soluções que abordem também a reoneração dos municípios.

Na quinta-feira (16), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciou sua intenção de enviar uma comunicação ao STF solicitando a suspensão da ação, após uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante esse encontro, foi alcançado um acordo em benefício dos municípios. Pacheco enfatizou a importância de garantir ao tribunal que a suspensão resultava de um “amplo acordo federativo, no interesse do Brasil, dos municípios e da União”.

Aspectos da Interrupção

Gabrielle Tatith Pereira, advogada-geral do Senado, endossou a solicitação de suspensão do processo por 60 dias, possibilitando a análise do projeto tanto na Câmara quanto no Senado. Além disso, o Senado concordou com a modulação dos efeitos da decisão para a desoneração das empresas e requisitou que essa modulação também seja estendida aos municípios.

Análise do orçamento

O projeto proposto pelo senador Efraim Filho já contempla uma avaliação do impacto financeiro e orçamentário, prevendo uma redução gradual desse impacto com a reintegração gradual. Essa iniciativa é respaldada por medidas adotadas pelo Senado para fortalecer a arrecadação, como a tributação de apostas esportivas e uma medida provisória que restringe as compensações tributárias.


Ao suspender a reintegração da folha de pagamento por 60 dias, o STF possibilita que o Executivo e o Legislativo busquem soluções que favoreçam tanto as empresas quanto os municípios, garantindo a manutenção da desoneração e promovendo a estabilidade econômica nacional.

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