Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho se estenderá até novembro, com o objetivo de conscientizar a sociedade.
O secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, afirmou durante a cerimônia de abertura da campanha, realizada em Brasília, que o país vem conseguindo reduzir nos últimos anos o número de acidentes de trabalho, mas ainda é preciso reforçar as iniciativas voltadas à construção de uma cultura de prevenção de acidentes.
Nos últimos anos, o país vem registrando avanços. A taxa de incidência de acidentes caiu de 21,64 para cada mil trabalhadores, em 2009, para 13,74 por mil, em 2017, conforme demonstrado no gráfico 1:
O mesmo ocorre com a taxa de mortalidade, que diminuiu de 7,55 por mil trabalhadores para 5,24 por mil, no mesmo período, conforme o gráfico abaixo:
“Esses dados resultam do esforço coletivo da sociedade, de trabalhadores, empregadores e governo, que se unem para evitar a ocorrência de acidentes. No entanto, é preciso seguir no combate aos adoecimentos e acidentes laborais”, afirma o subsecretário substituto de Inspeção do Trabalho, Celso Amorim Araújo.
Segundo o auditor-fiscal da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia Jeferson Seidler, as instituições que acompanham o tema estimam que esses números sejam maiores, porque nem todos os empregadores preenchem as CATs, apesar de essa ser uma obrigação legal. “Quando a CAT não é preenchida, o INSS só fica sabendo do acidente se o trabalhador é encaminhado para a perícia médica, ou quando ocorre uma fiscalização trabalhista. Nesse último caso, o empregador é autuado, e a empresa, obrigada a garantir os direitos trabalhistas do empregado”, explica Seidler.
Das 466,9 mil comunicações de acidentes em 2018, 353.293 foram registradas como acidentes típicos, que ocorrem com o trabalhador a serviço da empresa; 105.245 como acidente de trajeto, ocorrido no percurso entre residência e local de trabalho (ida ou volta), e 8.442 como doença do trabalho.
O coordenador da Canpat, o auditor-fiscal do Trabalho José Almeida, avalia que tais ocorrências causam prejuízo para toda a sociedade. “Os trabalhadores são afastados do trabalho e do convívio social, gastam com remédios e às vezes sofrem incapacitações. As empresas registram dias parados, são oneradas com novos treinamentos e recontratação de trabalhadores, perdem produtividade e competitividade, têm a imagem prejudicada e às vezes sofrem ações judiciais. O governo aumenta suas despesas com saúde pública e pagamento de pensões e benefícios. E tudo isso tem reflexo para o consumidor final, porque o gasto da empresa é repassado aos produtos, e o do governo, aos impostos”, explica.
Tema da Canpat – “Gestão de Riscos Ocupacionais: o Brasil contra acidentes e doenças no trabalho” é o tema da Canpat 2019.
O gerenciamento de riscos é realizado para a prevenção de acidentes e doenças laborais e a promoção de um ambiente de trabalho seguro e saudável por meio de ações eficazes de identificação, avaliação e controle.
“A efetiva e adequada prevenção de acidentes e doenças do trabalho no Brasil está sendo tratada como prioridade nesta edição da Canpat em razão da necessidade de substituir a cultura de remediação pela cultura da prevenção, e isso envolve a participação de todos”, enfatiza Almeida.
Fonte: Ministério da Economia (Secretaria Especial de Previdência e Trabalho)
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