As empresas têm até o dia 19 de novembro para ajustar sua situação durante a segunda fase da Operação “Fonte não Pagadora”, conduzida pela Receita Federal.
Segundo dados do órgão, cerca de 6 mil empresas devem regularizar suas pendências relacionadas ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).
Leia o nosso artigo e entenda como regularizar a situação fiscal junto ao Fisco. Vem com a gente!
A Operação Fonte Não Pagadora é uma iniciativa da Receita Federal criada para localizar e corrigir irregularidades fiscais de empresas que, apesar de terem informado retenções do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), não realizaram os devidos repasses desse imposto.
A operação atinge empresas que, em suas declarações fiscais, reportaram a retenção de IRRF, mas não efetuaram o pagamento correspondente conforme consta nos registros da Receita Federal.
Entre as possíveis consequências para as empresas inadimplentes estão multas pesadas, calculadas com base no montante devido e no tempo de inadimplência.
Além disso, a falta de regularização pode dificultar a emissão de certidões negativas de débito, o que impacta a participação em licitações e contratos públicos.
Caso a situação persista, as dívidas podem ser inscritas na dívida ativa da União, resultando em ações de cobrança.
Para regularizar a situação, as empresas devem acessar o Centro de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal, utilizando um certificado digital ou código de acesso, e verificar se há notificações sobre divergências, principalmente relacionadas à retenção do IRRF.
Após identificar as pendências, a empresa deve corrigir as obrigações acessórias e realizar o pagamento ou parcelamento dos valores devidos. As guias podem ser geradas nos sistemas da Receita Federal, e o pagamento deve incluir os acréscimos legais.
Por fim, recomenda-se que a empresa consulte o site da Receita ou busque auxílio de um contador para assegurar que todos os passos foram seguidos corretamente e confirmar que as pendências foram de fato quitadas.
O estado de São Paulo lidera em número de empresas com débitos, com 2,3 mil empresas, somando R$ 340 milhões em dívidas.
Em seguida, o Rio de Janeiro tem 673 empresas devendo mais de R$ 100 milhões, e Minas Gerais aparece em terceiro lugar com 476 empresas e R$ 40 milhões em débitos.
Lembrando que a Receita Federal, por meio da Superintendência da 1ª Região Fiscal, enviou mais de 5,9 mil notificações a empresas, alertando sobre retenções de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) que totalizam R$ 750 milhões, mas que ainda não foram recolhidos.
Essas inconsistências foram detectadas pelos sistemas da Receita Federal, indicando que as empresas não realizaram os pagamentos correspondentes até o momento.
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