A intenção, segundo o governo, é iniciar os pagamentos desse novo programa em novembro.
Os valores ainda não foram anunciados e têm gerado discussão entre a ala política e a ala econômica do governo.
O presidente Jair Bolsonaro prometeu um aumento de, no mínimo, 50% no valor médio do Bolsa Família, que atualmente é de R$189, e poderia ir para R$283,50.
Dentro do novo programa de transferência de renda, segundo o Ministério da Cidadania, há nove modalidades diferentes de benefícios.
Três destes benefícios formam o “núcleo básico” do Auxílio Brasil e devem entrar em vigor em 90 dias, de acordo com o governo. São eles:
O programa Auxílio Brasil terá também outros seis benefícios, além dos que formam o “núcleo básico”. Segundo o Ministério da Cidadania, eles entram em vigor imediatamente e já serão pagos à base atual do Bolsa Família:
Segundo o Ministério da Cidadania, os beneficiários que tiverem aumento da renda e saírem da faixa de inclusão do Auxílio Brasil serão mantidos na folha de pagamento por mais 24 meses, como parte das “medidas emancipatórias”.
A pasta também anunciou que a família que deixar de receber o Auxílio Brasil, por vontade própria ou após os 24 meses, poderá retornar ao programa com prioridade, sem enfrentar fila, desde que atenda aos requisitos de elegibilidade.
Os beneficiários que recorrerem ao microcrédito poderão comprometer até 30% do valor do benefício recebido. Poderão, portanto, usar o benefício para pegar crédito consignado.
A medida tem como objetivo permitir uma melhor administração do orçamento familiar e a realização de planejamento financeiro com vistas a pequenos negócios e empreendedorismo.
2. Alimenta Brasil: novo programa entrará em vigor em substituição ao Programa de Aquisição de Alimentos
Aproveitando a MP do Auxílio Brasil, o governo também criou o Alimenta Brasil, um novo programa para incentivar a agricultura familiar e o consumo desses alimentos.
O programa Alimenta Brasil veio em substituição ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Por meio do Alimenta Brasil, o poder público compra os alimentos produzidos pela agricultura familiar, garantindo renda mínima aos produtores.
O governo não informou qual será a diferença em relação à iniciativa que já existe.
Os alimentos adquiridos pelo Governo Federal serão doados à rede socioassistencial, permitindo que as famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso à alimentação de qualidade.
De acordo com o governo, o programa incentivará a agricultura familiar, promovendo a inclusão econômica e social e o acesso à alimentação para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.
Para os agricultores em situação de pobreza e de extrema pobreza, o governo federal pagará, ainda, o Auxílio Inclusão Produtiva Rural por até 36 meses.
3. Reforma do IR: relator pretende reduzir contribuição sobre lucro das empresas
O deputado Celso Sabino, relator da proposta de reforma do Imposto de Renda, afirmou que estuda incluir no texto a redução da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada de empresas.
A proposta anterior previa a redução de 12,5 pontos percentuais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), porém estados e municípios argumentam que serão prejudicados, visto que a maior parte da arrecadação com o imposto fica justamente com governadores e prefeitos.
A contribuição sobre o lucro é um imposto federal, e sua arrecadação é exclusiva da União e destinada à Seguridade Social.
Na prática, se a redução dos impostos das empresas for repartida entre IRPJ e CSLL, o impacto negativo para estados e municípios pode ser menor, compartilhado com a União.
Sabino disse que a decisão ainda depende de encontrar outra fonte para financiar a Seguridade Social.
Outro artigo de interesse: https://nith.com.br/giro-nith-23/
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