A consultoria Page Personnel analisa como esses equívocos são avaliados pelos recrutadores e barram suas chances de conquistar a vaga desejada.
Para este ano, espera-se um aquecimento do mercado de trabalho e a chance para profissionais se recolocarem pode aumentar.
Ainda assim, o nível de desemprego está alto, e a concorrência, pesada. Por isso, na hora da entrevista algumas dicas do que não fazer podem ajudar a conseguir o tão sonhado “sim”.
Além de conhecimento e habilidades compatíveis com uma determinada vaga, CV organizado e bom histórico em experiências anteriores, o profissional precisa ficar de olho em outros detalhes.
Segundo Lucas Oggiam, gerente executivo da Page Personnel, consultoria de recrutamento especializada em cargos técnicos e de suporte à gestão, pertencente ao PageGroup, é crucial para um profissional que busca recolocação no mercado de trabalho ser analítico ao construir e revisar as suas habilidades.
“Outros pontos que podem comprometer a candidatura e dificilmente são levados em consideração pelo profissional são mais sutis ainda, como as postagens em redes sociais, excesso de intimidade com o recrutador ou erros gramaticais na elaboração do currículo”, explica.
Oggiam compilou os oito erros mais comuns na busca por vagas no mercado de trabalho. Confira:
Nem sempre colocar muitas qualificações e informações no currículo é uma boa opção. “O que pode fazer você ser descartado logo nas primeiras fases da disputa por uma vaga é o currículo prolixo e com informações irrelevantes. Tente compilar suas habilidades em poucas linhas para que o recrutador possa analisar de forma dinâmica e rápida sem perder o interesse”, diz Oggiam.
Cursos de atualização, educação continuada, cursos gratuitos online e presencial – todo conhecimento é bem-vindo. Para o recrutador, é importante saber que o candidato tem interesse em evoluir profissionalmente.
“Demonstre que está interessado em agregar conhecimento ao seu currículo investindo em você com competências que não condizem somente aquela vaga”, orienta.
Alguns sinais de ansiedade diante do recrutador são compreensíveis. Porém, é importante ter uma postura cordial e profissional durante uma entrevista. Segundo Oggiam, é ideal evitar desvios com o celular, olhar excessivamente para o relógio ou atropelar a fala do entrevistador.
“Sua postura será analisada não só nas competências profissionais, mas também na sua eloquência, educação e cordialidade”, diz o especialista.
Exagerar sobre suas capacidades ou mentir sobre algo que tenha feito é inadmissível. “Dizer que não tem determinada habilidade não deve ser visto como ponto negativo, e sim como uma oportunidade para demonstrar pró-atividade. Ratifique sua vontade de absorver novos conhecimentos e seja honesto quanto as suas competências atuais”, afirma Oggiam.
Leia, pesquise, pergunte sobre a vaga e empresa para qual você irá se candidatar. Mostre conhecimento sobre o momento que a empresa vive e se possível procure se informar sobre seus projetos atuais.
Segundo o especialista, utilizar redes sociais é parte do momento de lazer, mas é preciso tomar cuidado com postagens e opiniões emitidas. O ideal é não ser muito taxativo ou agressivo na internet.
“Emita opiniões ponderadas e não compartilhe notícias de fontes duvidosas. Por mais que suas redes sociais sejam bloqueadas, você pode ter conexões que podem ser utilizadas como networking no futuro. Seja cuidadoso”, diz.
“Por mais que o recrutador seja sociável, evite ser muito íntimo. Lembre-se ele é um profissional que está analisando sobre tudo a sua postura e relações humanas. Seja amigável, mas evite intimidade em excesso”, orienta Oggiam.
Pode ser frustrante a quantidade de ‘nãos’, mas é necessário persistir e se mostrar aberto às chances que podem aparecer.
Fonte: InfoMoney
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