Mais de 4,5 mil ações realizadas desde 1995 resgataram 53,6 mil trabalhadores de situação análoga à de escravo e superaram R$ 100 milhões em rescisões trabalhistas.
Erradicar o trabalho escravo e degradante, por meio de ações fiscais coordenadas pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho em focos previamente mapeados é a principal função do Grupo, que visa regularizar os vínculos empregatícios dos trabalhadores encontrados e demais consectários e libertá-los da condição de escravidão.
Nessas ações, a Auditoria Fiscal do Trabalho realiza parcerias com diversos órgãos que integram o Grupo Móvel, como Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal (PF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU).
Somente no ano passado foram 1.154 pessoas resgatadas do trabalho análogo ao de escravo em todo país. Nos primeiros quatro meses deste ano a Inspeção do Trabalho já autuou 34 empregadores pela exploração de mão de obra análoga à de escravo, sendo resgatados mais de 300 trabalhadores nessa situação.
Dentre esses procedimentos, estão a rescisão dos contratos de trabalho, a reparação dos danos trabalhistas por meio do pagamento das verbas rescisórias, a emissão das guias de seguro desemprego para trabalhador resgatado.
Para o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (DETRAE), o auditor-fiscal do Trabalho. Maurício Krepsky, a forma de atuação interinstitucional do Grupo Especial de Fiscalização Móvel é modelo para vários países. “No final de 2018 a Argentina manifestou interesse em participar de uma operação do GEFM no Brasil e conhecer o modelo de trabalho de perto. Também no âmbito da Cooperação Sul-Sul, a inspeção do trabalho no Peru criou este ano um grupo especial nos mesmo moldes do GEFM brasileiro, após ter participado de uma operação do Brasil e após várias reuniões trilaterais com a Inspeção do Trabalho no Brasil (SIT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, ressaltou o auditor.
Maurício Krepsky lembra que o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão, em 1888. Ele destaca que atualmente o País ocupa posição de destaque mundial no combate às formas modernas de escravidão, sendo o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) referência nesse combate, inclusive com reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU). O trabalho do GEFM também foi elogiado pela Organização Internacional para Migrações (OIM) e do Foreign Commonwealth Office do Reino Unido por contribuir com o desenvolvimento e o fortalecimento de políticas públicas e programas para enfrentamento da escravidão moderna.
“Este é o conceito que esculpe a visão moderna sobre em que consiste o fenômeno da escravidão contemporânea e que supera a noção restritiva de mero cerceamento de liberdade”, disse Krepsky.
Os dados consolidados e detalhados das ações concluídas de combate ao trabalho escravo, desde 1995, estão disponíveis no Radar do Trabalho Escravo da SIT, no seguinte endereço: https://sit.trabalho.gov.br/radar/.
Fonte: Ministério da Economia (Secretaria Especial de Previdência e Trabalho)
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